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CONHECENDO A VIDA DOS APÓSTOLOS DE JESUS

No começo do seu ministério Jesus escolheu doze homens que o acompanhassem em suas viagens. Teriam esses homens uma importante responsabilidade: Continuariam a representá-lo depois de haver ele voltado para o céu. A reputação deles continuaria a influenciar a igreja muito depois de haverem morrido. Por conseguinte, a seleção dos Doze foi de grande responsabilidade. "Naqueles dias retirou-se para o monte a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. E quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolo" (Lc 6.12-13). A maioria dos apóstolos era da região de Cafarnaum, desprezada pela sociedade judaica refinada por ser o centro de uma parte do estado judaico e conhecida, em realidade, como "Galiléia dos gentios". O próprio Jesus disse: "Tu, Carfarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno" (Mt 11.23). Não obstante, Jesus fez desses doze homens líderes vigorosos e porta-vozes capaz de transmitir com clareza a fé cristã. O sucesso que eles alcançaram dá testemunho do poder transformador do Senhorio de Jesus.
Nenhum dos escritores dos Evangelhos deixou-nos traços físicos dos doze. Dão-nos, contudo, minúsculas pistas que nos ajudam a fazer "conjeturas razoáveis" sobre como pareciam e atuavam. Um fato importante que tem sido tradicionalmente menosprezado em incontáveis representações artísticas dos apóstolos é sua juventude. Se levarmos em conta que a maioria chegou a viver até ao terceiro e quarto quartéis do século e que João adentrou o segundo século, então eles devem ter sido não mais do que jovens quando aceitaram o chamado de Cristo.
Os doze apóstolos foram:
1) André;
2) Bartolomeu (Natanael);
3) Tiago (Filho de Alfeu);
4) Tiago (Filho de Zebedeu);
5) João;
6) Judas (não o Iscariotes);
7) Judas Iscariotes;
8) Mateus;
9) Filipe;
10) Simão Pedro;
11) Simão Zelote;
12) Tomé;
13) Matias (Substituindo a Judas)

Resumo sobre a vida dos Apóstolos:

1) André
No dia seguinte àquele em que João Batista viu o ESPIRITO SANTO descer sobre Jesus, ele o apontou para dois de seus discípulos, e disse: "Eis o Cordeiro de Deus" (Jo 1.36). Movidos de curiosidade, os dois deixaram João e começaram a seguir a Jesus. Jesus notou a presença deles e perguntou-lhes o que buscavam. Responderam: "Rabi, onde assistes?" Jesus levou-os à casa onde ele se hospedava e passaram a noite com ele. Um desses homens chamava-se André (Jo 1.38-40). André foi logo à procura de seu irmão, Simão Pedro, a quem disse: "Achamos o Messias..." (Jo 1.41). Por seu testemunho, ele ganhou Pedro para o Senhor.
André é tradução do grego Andreas, que significa "varonil". Outras pistas do Evangelhos indicam que André era fisicamente forte, e homem devoto e fiel. Ele e Pedro eram donos de uma casa (Mc 1.29) Eram filhos de um homem chamado Jonas ou João, um próspero pescador. Ambos os jovens haviam seguido o pai no negócio da pesca. Eram Pescadores.
André nasceu em Betsaida, nas praias do norte do mar da Galiléia. Embora o Evangelho de João descreva o primeiro encontro dele com Jesus, não o menciona como discípulo até muito mais tarde (Jo 6.8). O Evangelho de Mateus diz que quando Jesus caminha junto ao mar da Galiléia, ele saudou a André e a Pedro e os convidou para se tornarem discípulos (Mt 4.18,19). Isto não contradiz a narrativa de João; simplesmente acrescenta um aspecto novo. Uma leitura atenta de João 1.35-40 mostra-nos que Jesus não chamou André e a Pedro para segui-lo quando se encontraram pela primeira vez.
André e outro discípulo chamado Filipe apresentaram a Jesus um grupo de gregos (Jo 12.20-22). Por este motivo podemos dizer que eles foram os primeiros missionários estrangeiros da fé cristã. Diz a tradição que André viveu seus últimos dias na Cítia, ao norte do mar negro. Mas um livreto intitulado: Atos de André (provavelmente escrito por volta do ano 260 dC) diz que ele pregou primariamente na Macedônia e foi martirizado em Patras. Diz ainda, que ele foi crucificado numa cruz em forma de "X", símbolo religioso conhecido como Cruz de Stº. André.

2) Bartolomeu (Natanael)
Falta-nos informação sobre a identidade do Apóstolo chamado Bartolomeu. Ele só é mencionado na lista dos apóstolos. Além do mais, enquanto os Evangelhos sinóticos concordam em que seu nome era Bartolomeu, João o dá como Natanael (Jo 1.45). Crêem alguns estudiosos que Bartolomeu era o sobrenome de Natanael. A palavra aramaica bar significa "filho", por isso o nome Bartolomeu significa literalmente, "filho de Talmai". A Bíblia não identifica quem foi Talmai.
Supondo que Bartolomeu e Natanael sejam a mesma pessoa, o Evangelho de João nos proporciona várias informações acerca de sua personalidade. Jesus chamou Natanael de "israelita em quem não há dolo" (Jo 1.47). Diz a tradição que ele serviu como missionário na Índia e que foi crucificado de cabeça para baixo.

3) Tiago - Filho de Alfeu
Os Evangelhos fazem apenas referências passageiras a Tiago, filho de Alfeu (Mt 10.3; Lc 6.15). Muitos estudiosos crêem que Tiago era irmão de Mateus, visto a Bíblia dizer que o pai de Mateus também se chamava Alfeu (Mc 2.14). Outros crêem que este Tiago se identificava como "Tiago, o Menor", mas não temos prova alguma de que esses dois nomes se referiam ao mesmo homem (Mc 15.40). Se o filho de Alfeu era, deveras, o mesmo homem Tiago, o Menor, talvez ele tenha sido primo de Jesus (Mt 27.56; Jo 19.25). Alguns comentaristas da Bíblia teorizam que este discípulo trazia uma estreita semelhança física com Jesus, o que poderia explicar por que Judas Iscariotes teve de identificar Jesus na noite em que foi traído. (Mc 14.43-45; Lc 22.47-48). Diz as historias que ele pregou na Pérsia e aí foi crucificado. Mas não há informações concretas sobre sua vida, ministério posterior e morte.

4) Tiago - Filho de Zebedeu
Depois que Jesus convocou a Simão Pedro e a seu irmão André, ele caminhou um pouco mais ao longo da praia da Galiléia e convidou a "Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco consertando as redes" (Mc 1.19). Tiago e seu irmão responderam imediatamente ao chamado de Cristo. Ele foi o primeiro dos doze a sofrer a morte de mártir. O rei Herodes Agripa I ordenou que ele fosse executado ao fio da espada (At 12.2). A tradição diz que isto ocorreu no ano 44 dC, quando ele seria ainda bem moço.
Os Evangelhos nunca mencionam Tiago sozinho; sempre falam de "Tiago e João". Até no registro de sua morte, o livro de Atos refere-se a ele como "Tiago, irmão de João" (At 12.2) Eles começaram a seguir a Jesus no mesmo dia, e ambos estiveram presentes na Transfiguração (Mc 9.2-13). Jesus chamou a ambos de "filhos do trovão" (Mc 3.17). A perseguição que tirou a vida de Tiago infundiu novo fervor entre os cristãos (At 12.5-25). Herodes Agripa I esperava sufocar o movimentos cristão executando líderes como Tiago. "Entretanto a Palavra do Senhor crescia e se multiplicava" (At 12.24). As tradições afirmam que ele foi o primeiro missionário cristão na Espanha.

5) João
Felizmente, temos considerável informação acerca do discípulo chamado João. Marcos diz-nos que ele era irmão de Tiago, filho de Zebedeu (Mc 1.19). Diz também que Tiago e João trabalhavam com "os empregados" de seu pai (Mc 1.20).
Alguns eruditos especulam que a mãe de João era Salomé, que assistiu a crucificação de Jesus (Mc 15.40). Se Salomé era irmã da mãe de Jesus, como sugere o Evangelho de João (Jo 19.25), João pode ter sido primo de Jesus. Jesus encontrou a João e a seu irmão Tiago consertando as redes junto ao mar da Galiléia. Ordenou-lhes que se fizessem ao largo e lançassem as redes. arrastaram um enorme quantidade de peixes - milagre que os convenceram do poder de Jesus. "E, arrastando eles os barcos sobre a praia, deixando tudo, o seguiram" (Lc 5.11) Simão Pedro foi com eles.
João parece ter sido um jovem impulsivo. Logo depois que ele e Tiago entraram para o círculo íntimo dos discípulos de Jesus, o Mestre os apelidou de "filhos do trovão" (Mc 3.17). Os discípulos pareciam relegar João a um lugar secundário em seu grupo. Todos os Evangelhos mencionavam a João depois de seu irmão Tiago; na maioria das vezes, parece, Tiago era o porta-voz dos dois irmãos. Paulo menciona a João entre os apóstolos em Jerusalém, mas o faz colocando o seu nome no fim da lista (Gl 2.9).
Muitas vezes João deixou transparecer suas emoções nas conversas com Jesus. Certa ocasião ele ficou transtornado porque alguém mais estava servindo em nome de Jesus. "E nós lho proibimos", disse ele a Jesus, "porque não seguia conosco" (Mc 9.38). Jesus replicou: "Não lho proibais... pois quem não é contra a nós, é por nós" (Mc 9.39,40). Noutra ocasião, ambiciosos, Tiago e João sugeriram que lhes fosse permitido assentar-se à esquerda e à direita de Jesus na sua glória. Esta idéia os indispôs com os outros discípulos (Mc 10.35-41). Mas a ousadia de João foi-lhe vantajosa na hora da morte e da ressurreição de Jesus. Jo 18.15 diz que João era " conhecido do sumo sacerdote". Isto o tornaria facilmente vulnerável à prisão quando os aguardas do sumo sacerdote prenderam a Jesus. Não obstante, João foi o único apóstolo que se atreveu a permanecer ao pé da cruz, e Jesus entregou-lhe sua mãe aos seus cuidados (Jo 19.26-27). Ao ouvirem os discípulos que o corpo de Jesus já não estava no túmulo, João correu na frente dos outros e chegou primeiro ao sepulcro. Contudo, ele deixou que Pedro entrasse antes dele na câmara de sepultamento (Jo 20.1-4,8). Se João escreveu, deveras, o quarto Evangelhos, as cartas de João e o Apocalipse, ele escreveu mais texto do NT do que qualquer dos demais apóstolos. No Apocalipse, que significa revelação, portanto, uma mensagem reveladora foi escrita pelo apóstolo João. O livro procura revelar o mistério do que está acontecendo e do que vai acontecer: Deus vai agir na história, julgando e destruindo o mal, para implantar definitivamente o seu reino. São João escreve o livro em um tempo de opressão e perseguição e, por isso, faz uso de imagens, símbolos, figuras e números misteriosos. Os símbolos são tirados do Antigo Testamento, pelo autor. Um anjo é enviado ao servo João e lhe mostra, através de sinais, o testamento de Deus: João viu sete candelabros de ouro. No meio deles estava um filho de homem, vestindo longa túnica; no peito, um cinto de ouro; cabelos brancos feitos lã, os olhos pareciam uma chama de fogo, cor de brasa; na mão direita ele tinha sete estrelas, representando os anjos das sete igrejas; de sua boca saía uma espada afiada, e o seu rosto era como o sol. Obs.: o número sete é simbólico e indica totalidade, plenitude.
No Apocalipse de João, Jesus é o único mediador entre Deus e as comunidades: é Sacerdote (túnica), Rei (cinto de ouro), Divino (cabelos brancos), tem a ciência de Deus para penetrar (olhos de fogo), é firme (pés de bronze) e Poderoso (voz como as águas).Não temos motivo para duvidar de que esses livros não são de sua autoria.
Diz a tradição que ele cuidou da mãe de Jesus enquanto pastoreou a congregação em Éfeso, e que ela morreu ali. Preso, jogado do pináculo do templo que ficava cerca de 32 metros de altura, ao cair quebrou as duas penas mas Deus não permitiu que ele morresse, depois foi levado a Roma e exilado na Ilha de Patmos. Acredita-se que ele viveu até avançada idade, e seu corpo foi devolvido a Éfeso para sepultamento.

6) Judas - Não o Iscariotes
João refere-se a um dos discípulos como "Judas, não o Iscariotes" (Jo 14.22). Não é fácil determinar a identidade desse homem. O NT refere-se a diversos homens com o nome de Judas - Judas Iscariotes; Judas, irmão de Jesus (Mt 13.55; Mc 6.3); Judas, o Galileu (At 5.37) e Judas, não o Iscariotes. Evidentemente, João desejava evitar confusão quando se referia a esse homem, especialmente porque o outro discípulo chamado Judas não gozava de boa fama.
Mateus e Marcos referem-se a esse homem como Tadeu (Mt 10.3; Mc 3.18). Lucas o menciona como "Judas, filho de Tiago" (Lc 6.16; At 1.13).
Não sabemos ao certo quem era o pai de Tadeu. O Historiador Eusébio diz que Jesus uma vez enviou esse discípulo ao rei Abgar da Mesopotâmia a fim de orar pela sua cura. Segundo essa história, Judas foi a Abgar depois da ascensão de Jesus, e permaneceu para pregar em várias cidades da Mesopotâmia. Diz outra tradição que esse discípulo foi assassinado por mágicos na cidade de Suanir, na Pérsia. O mataram a pauladas e pedradas.

7) Judas Iscariotes
Todos os Evangelhos colocam Judas Iscariotes no fim da lista dos discípulos de Jesus. Sem dúvida alguma isso reflete a má fama de Judas como traidor de Jesus.
A Palavra aramaica Iscariotes literalmente significa "homem de Queriote". Queriote era uma cidade próxima a Hebrom (Js 15.25). Contudo, João diz-nos que Judas era filho de Simão (Jo 6.71). Se Judas era, de fato, natural desta cidade, dentre os discípulos, ele era o único procedente da Judéia. Os habitantes da Judéia desprezavam o povo da Galiléia como rudes colonizadores de fronteira. Essa atitude pode ter alienado Judas Iscariotes dos demais discípulos.
Os Evangelhos não nos dizem exatamente quando Jesus chamou Judas pra juntar-se ao grupo de seus seguidores. Talvez tenha sido nos primeiros dias, quando Jesus chamou tantos outros (Mt 4.18-22). Judas funcionava como tesoureiro dos discípulos, e pelo menos em uma ocasião ele manifestou uma atitude sovina para com o trabalho. Foi quando uma mulher por nome Maria derramou ungüento precioso sobre os pés de Jesus. Judas reclamou: "Por que não se vendeu este perfume por trezentos denários, e não se deu aos pobres?" (Jo 12.5). No versículo seguinte João comenta que Judas disse isto "não porque tivesse cuidado dos pobres; mas porque era ladrão." Enquanto os discípulos participavam de sua última refeição com Jesus, o Senhor revelou saber que estava prestes a ser traído e indicou Judas como o criminoso. Disse ele a Judas: "O que pretendes fazer, faze-o depressa" (Jo 13.27). Todavia, os demais discípulos não suspeitavam do que Judas estava prestes a fazer. João relata que "como Judas era quem trazia a bolsa, pensaram alguns que Jesus lhe dissera: Compra o que precisamos para a festa da Páscoa..." (Jo 13.28-29).
Judas traiu o Senhor Jesus, influenciado ou inspirado pelo maligno ( Lc 22.3; Jo 13.27). Tocado pelo remorso, Judas procurou devolver o dinheiro aos captores de Jesus e enforcou-se. (Mt 27.5).

8) Mateus
Nos tempos de Jesus, o governo romano coletava diversos impostos do povo palestino. Pedágios pra transportar mercadorias por terra ou por mar eram recolhidos por coletores particulares, os quais pagavam uma taxa ao governo romano pelo direito de avaliar esses tributos. Os cobradores de impostos auferiam lucros cobrando um imposto mais alto do que a lei permitia. Os coletores licenciados muitas vezes contratavam oficiais de menor categoria, chamados de publicanos, para efetuar o verdadeiro trabalho de coletar. Os publicanos recebiam seus próprios salários cobrando uma fração a mais do que seu empregador exigia. O discípulo Mateus era um desses publicanos; ele coletava pedágio na estrada entre Damasco e Aco; sua tenda estava localizada fora da cidade de Cafarnaum, o que lhe dava a oportunidade de, também, cobrar impostos dos pescadores.
Normalmente um publicano cobrava 5% do preço da compra de artigos normais de comércio, e até 12,5% sobre artigos de luxo. Mateus cobrava impostos também dos pescadores que trabalhavam no mar da Galiléia e dos barqueiros que traziam suas mercadorias das cidades situadas no outro lado do lago.

O judeus consideravam impuro o dinheiro dos cobradores de impostos, por isso nunca pediam troco. Se um judeu não tinha a quantia exata que o coletor exigia, ele emprestava-o a um amigo. Os judeus desprezavam os publicanos como agentes do odiado império romano e do rei títere judeu. Não era permitido aos publicanos prestar depoimento no tribunal, e não podiam pagar o dízimo de seu dinheiro ao templo. Um bom judeu não se associaria com publicanos (Mt 9.10-13).
Mas os judeus dividiam os cobradores de impostos em duas classes. a primeira era a dos gabbai, que lançavam impostos gerais sobre a agricultura e arrecadavam do povo impostos de recenseamento. O Segundo grupo compunha-se dos mokhsa era judeus, daí serem eles desprezados como traidores do seu próprio povo. Mateus pertencia a esta classe. O Evangelho de Mateus diz-nos que Jesus se aproximou deste improvável discípulo quando ele esta sentado em sua coletoria. Jesus simplesmente ordenou a Mateus: "Segue-me!" Ele deixou o trabalho pra seguir o Mestre (Mt 9.9). Evidentemente, Mateus era um homem rico, porque ele deu um banquete em sua própria casa. "E numerosos publicanos e outros estavam com eles à mesa" (Lc 5.29). O simples fato de Mateus possuir casa própria indica que era mias rico do que o publicano típico.
Mateus pode ter tido algum grau de parentesco com o discípulo Tiago, visto que se diz de cada um deles ser "filho de Alfeu" (Mt 10.3; Mc 2.14). Às vezes Lucas usa o nome Levi para referir-se a Mateus (Lc 5.27-29). Daí alguns estudiosos crerem que o nome de Mateus era Levi antes de se decidir-se a seguir a Jesus, e que Jesus lhe deu um novo nome, que significa "dádiva de Deus". Outros sugerem que Mateus era membro da tribo sacerdotal de Levi.
De todos os evangelhos, o de Mateus tem sido, provavelmente, o de maior influência. A literatura cristã do segundo século faz mais citações do Evangelho de Mateus do qu de qualquer outro. Os pais da igreja colocaram o Evangelho de Mateus no começo do cânon do NT provavelmente por causa do significado que lhes atribuíam. O relato de Mateus desta a Jesus como o cumprimento das profecias do AT. Acentua que Jesus era o Messias prometido. Não sabemos o que aconteceu com Mateus depois do dia de Pentecostes. Uma informação fornecida por John Foxe, declara que ele passou seus últimos anos pregando na Pártia e na Etiópia e que foi martirizado na cidade Nadabá em 60 dC. Não podemos julgar se esta informação é digna de confiança.

9) Filipe
O Evangelho de João é o único a dar-nos qualquer informação pormenorizada acerca do discípulos chamado Filipe. Jesus encontrou-se com ele pela primeira vez em Betânia, do outro lado do Jordão (Jo 1.28). É interessante notar que Jesus chamou a Filipe individualmente enquanto chamou a maioria dos outros em pares. Filipe apresentou Natanael a Jesus (Jo 1.45-51), e Jesus também chamou a Natanael (ou Bartolomeu) para segui-lo. Ao se reunirem 5 mil pessoas para ouvir a Jesus, Filipe perguntou ao Seu Senhor como alimentariam a multidão. "Não lhes bastariam duzentos denários de pão, para receber cada um o seu pedaço", disse ele (Jo 6.7). Noutra ocasião, um grupo de gregos dirigiu-se a Filipe e pediu-lhe que o apresentasse a Jesus. Filipe solicitou a ajuda de André e juntos levaram os homens para conhecê-lo (Jo 12.20-22).
Enquanto os discípulos tomavam a última refeição com Jesus, Filipe disse: "Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta" (Jo 14.8). Jesus respondeu que nele eles já tinham visto o Pai. Esses três breves lampejos são tudo o que vemos acerca de Filipe. A igreja tem preservado muitas tradições a respeito de seu último ministério e morte. Segundo algumas delas, ele pregou na França; outras dizem que ele pregou no sul da Rússia, na Ásia Menor, ou até na Índia. Nada de concreto portanto.

10) Simão Pedro
Era um homem de contrastes. Em Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou: "Mas vós, quem dizeis que eu sou?" Ele respondeu de imediato: "Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo" (Mt 16.15-16). Alguns versículos adiante, lemos: "E Pedro chamando-o à parte, começou a reprová-lo..." Era característico de Pedro passar de um extremo ao outro. Ao tentar Jesus lavar-lhe os pés no cenáculo, o imoderado discípulo exclamou: "Nunca me lavarás os pés." Jesus, porém, insistiu e Pedro disse: "Senhor, não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça" (Jo 13.8,9).
Na última noite que passaram juntos, ele disse a Jesus: "Ainda que todos se escandalizem, eu jamais!" (Mc 14.29). Entretanto, dentro de poucas horas, ele não somente negou a Jesus mas praguejou (Mc 14.71).
Este temperamento volátil, imprevisível, muitas vezes deixou Pedro em dificuldades. Mas, o Espírito Santo o moldaria num líder, dinâmico, da igreja primitiva, um "homem-rocha" (Pedro significa "rocha") em todo o sentido.
Os escritores do NT usaram quatro nomes diferentes com referência a Pedro. Um é o nome hebraico Simeon (At 15.14), que pode significar "ouvir". O Segundo era Simão, a forma grega de Simeon. O terceiro nome era Cefas palavra aramaica que significa "rocha". O quarto nome era Pedro, palavra grega que significa "Pedra" ou "rocha"; os escritores do NT se referem ao discípulo com estes nomes mais vezes do que os outros três.
Quando Jesus encontrou este homem pela primeira vez, ele disse: "Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas" (Jo 1.42). Pedro e seu irmão André eram pescadores no mar da Galiléia (Mt 4.18; Mc 1.16). Ele falava com sotaque galileu, e seus maneirismos identificavam-no como um nativo inculto da fronteira da galiléia (Mc 14.70). Foi levado a Jesus pelo seu irmão André. (Jo 1.40-42) Enquanto Jesus pendia na cruz, Pedro estava provavelmente entre o grupo da Galiléia que "permaneceram a contemplar de longe estas coisas" (Lc 23.49). Em 1Pe 5.1, ele escreveu: "...eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo..." Pedro encabeça a lista dos apóstolo em cada um dos relatos dos Evangelhos, o que sugere que os escritores do NT o consideravam o mais importante dos doze. Ele não escreveu tanto como João ou Mateus, mas emergiu como o líder mais influente da igreja primitiva. Embora 120 seguidores de Jesus tenha recebido o ES no dia do Pentecoste, a Bíblia registra as palavras de Pedro (At 2.14-40). Ele sugeriu que os apóstolos procurassem um substituto para Judas Iscariotes (At 1.22). Ele e João foram os primeiros a realizar um milagre depois do Pentecoste, curando um paralítico na Porta Formosa (At 3.1-11). O livro de Atos acentua as viagens de Paulo, mas Pedro também viajou extensamente. Ele visitou Antioquia (Gl 2.11), Corinto (2Co 1.12) e talvez Roma. Pedro sentiu-se livre para servir aos gentios (At 10), mas ele é mais bem conhecido como o apóstolo dos judeus (Gl 2.8). À medida que Paulo assumir um papel mais ativo na obra da igreja e à medida que os judeus se tornavam mais hostis ao Cristianismo, Pedro foi relegado a segundo plano na narrativa do NT.

A tradição diz que a Basílica de São Pedro em Roma está edificada sobre o local onde ele foi sepultado. Escavações modernas sob a antiga igreja exibem um cemitério romano muito antigo e alguns túmulos usados apressadamente para sepultamentos cristãos. Uma leitura cuidadosa dos Evangelhos e do primitivo segmento de Atos tenderia a apoiar a tradição de que Pedro foi figura preeminente da igreja primitiva. Pedro, primeiro papa?

11) Simão Zelote
Mateus refere-se a um discípulo chamado "Simão, o Cananeu", enquanto Lucas e o livro de Atos referem-se a "Simão, o Zelote". esses nomes referem-se à mesma pessoa. Zelote é uma palavra grega que significa "zeloso"; "cananeu" é transliteração da palavra aramaica kanna'ah, que também significa "zeloso"; parece, pois, que este discípulo pertencia à seita judaica conhecida como zelotes. A Bíblia não indica quando Simão, foi convidado para unir-se aos apóstolos. Diz a tradição que Jesus o chamou ao mesmo tempo em que chamou André e Pedro, Tiago e João, Judas Iscariotes e Tadeu (Mt 4.18-22).
Temos diversos relatos conflitantes acerca do ministério posterior deste homem e não é possível chegar a uma conclusão.

12) Tomé
O Evangelho de João dá-nos um quadro mais completo do discípulo chamado Tomé do que o que recebemos dos Sinóticos ou do livro de Atos. João diz-nos que ele também era chamado Dídimo (Jo 20.24). A palavra grega para "gêmeos" assim como a palavra hebraica t'hom significa "gêmeo". A Vulgata Latina empregava Dídimo como nome próprio. Não sabemos quem pode ter sido Tomé, nem sabemos coisa alguma a respeito do passado de sua família ou de como ele foi convidado para unir-se ao Senhor. Sabemos, contudo, que ele juntou-se a seis outros discípulos que voltaram aos barcos de pesca depois que Jesus foi crucificado (Jo 21.2-3). Isso sugere que ele pode ter aprendido a profissão de pescador quando jovem. Diz a tradição que Tomé finalmente tornou-se missionário na Índia. Afirma-se que ele foi martirizado ali e sepultado em Mylapore, hoje subúrbio de Madrasta. Seu nome é lembrado pelo próprio título da igreja Martoma ou "Mestre Tome".

13) Matias - Substituto de Judas Iscariotes
Após a morte de Judas, Pedro propôs que os discípulos escolhessem alguém para substituir o traidor. O discurso de Pedro esboçava certas qualificações para o novo apóstolo ( At 1.15-22). O apóstolo tinha de conhecer a Jesus "começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas". Tinha de ser também, "testemunha conosco de sua ressurreição" (At 1.22). Os apóstolos encontraram dois homens que satisfaziam as qualificações: José, cognominado Justo, e Matias (At 1.23). Lançaram sortes para decidir a questão e a sorte recaiu sobre Matias. O nome Matias é uma variante do hebraico Matatias, que significa "dom de Deus". Infelizmente, a Bíblia nada diz a respeito do ministério de Matias.

Marcos Antonio dos Santos

VOU TÁ EM CIARA-MIRIM QUINTA FEIRA



Quinta feira estarei em CiaraMirim Pregando a palavra de Deus... orem por me.

TRISTE NO TICIA PARA O POVO DE DEUS


De acordo com informações do Blog de Pedro Carlos, o deputado estadual Antônio Jácome (PMN) não pode mais usar o púlpito da Assembléia de Deus para ser pastor. Ele foi excluído da função por uma comissão formada pelos pastor Elinaldo Renovato de Lima, Martim Alves (presidente da Assembléia de Deus de Mossoró) e Edson Neto, além dos evangelistas Marcos Mendes e Diógenes Lopes. O parlamentar é acusado de adultério com duas pessoas.

De acordo com informações exclusivas colhidas pelo blog, as duas ex-amantes do deputado seriam uma advogada e uma fisioterapeuta. Esta última teria se envolvido com o parlamentar nos anos de 2000 e 2006, enquanto a advogada teria um envolvimento com Jácome em 2010.

Segundo o relatório entregue com provas documentais e testemunhais, Jácome namorou com a fisioterapeuta em 2006 e a teria engravidado. De acordo com a denúncia entregue à direção-geral da Assembléia de Deus do Rio Grande do Norte, o parlamentar supostamente teria obrigado a mulher a abortar. No depoimento, ela conta detalhes de como o fato teria ocorrido. Em razão de se tratar de informações apenas testemunhais, o blog se omitará a publicá-las.

Com a advogada o relacionamento foi extra-conjungal, mas não houve gravidez.

O assunto foi tratado dentro da Assembléia de Deus como um "escândalo" devido à doutrina da igreja, que é terminantemente contra o adultério e o sexo fora do casamento. Além disso, muitos pastores se sentiram decepcionados porque a base política de Antônio Jácome - o deputado mais votado das eleições de 2010 no Rio Grande do Norte - é toda ela evangélica.

A direção-geral da Assembléia de Deus já comunicou o fato aos fieis e os demais pastores anunciaram o seu apoio à decisão da comissão que expulsou Jácome do pastorado. Ele permanece na igreja, mas apenas como fiel, sem poder mais pregar a palavra. 

Isto prova que nos precissamos cada vez mes está nos pés do mestre Jesus, pois somos tentado diariamente... " quem esta em pé olhe para que não caia... "

Conhecendo um Pouco o Espiritismo

1.      RESUMO HISTÓRICO:
                    Em sua forma moderna como hoje é conhecido, o seu ressurgimento se deve a duas jovens norte-americanas, Margaret e Kate Fox, em Hydeville, Estado de Nova Iorque. Quando tinham, respectivamente, doze e dez anos, começaram a ouvir pancadas em diferentes pontos da casa onde moravam. As meninas criaram um meio de comunicar-se com o autor dos ruídos, que respondia às perguntas com um determinado número de pancadas. Partindo desse acontecimento, propagaram-se sessões espíritas por toda a América do Norte. Os médiuns norte-americanos encontraram também na Inglaterra um solo fértil, por ser o espiritismo ali popular entre as camadas mais ricas. Na França, a figura de Allan Kardec é a principal dos arraiais espiritistas. Léon Hippolyte Rivail, nascido em Lion, em 1804, tomou o pseudônimo de Allan Kardec por acreditar ser ele a reencarnação dum poeta celta com esse nome. Dizia ter recebido a missão de pregar uma nova religião, o que começou a fazer a 30 de abril de 1856. Um ano depois, publicou O Livro dos Espíritos, que muito contribuiu na propaganda espiritista. Notabilizou-se por introduzir a idéia de reencarnação.
2.      SUBDIVISÕES DO ESPIRITISMO: São elas: Espiritismo comum, Baixo Espiritismo, Espiritismo Científico, Teosofismo e Kardecista.
2.1.  ESPIRITISMO COMUM: Destacam-se:
a)     Quiromancia ou Quiroscopia: Adivinhação pelo exame das linhas das mãos.
b)     Cartomancia: Adivinhação pela decifração de combinações de cartas de jogar.
c)     Grafologia: Estudo dos elementos de uma personalidade, feito através da análise da sua escrita.
d)     Hidromancia: Arte de adivinhar por meio da água.
e)     Astrologia ou Uranoscopia: Estudo da influência dos astros, dos signos, no destino e no comportamento dos homens.
2.2.  BAIXO ESPIRITISMO: Também conhecido com espiritismo pagão, identifica-se por essas práticas descritas: Vodu, Candomblé, Umbanda, Quimbanda e Macumba.
2.3.  ESPIRITISMO CIENTÍFICO: Também chamado "Alto Espiritismo", "Espiritismo Ortodoxo", ou "Espiritualismo". Se manifesta, inclusive, como "sociedade", como por exemplo a LBV. Também tem sido conhecida como:
·        Ecletismo: Sistema filosófico onde se escolhe de cada sistema a parte que lhe parece mais próxima da verdade.
·        Esoterismo: Doutrina onde a verdade reserva-se a um número restrito de iniciados, escolhidos por sua influência ou valor moral.
·        Teosofismo: Doutrinas religioso-filosóficas que têm por objetivo a união do homem com a divindade, mediante a elevação progressiva do espírito até a iluminação.

2.4.  ESPIRITISMO KARDECISTA: É a classe de espiritismo comumente praticada no Brasil, tendo as seguintes teses principais:
a)     Possibilidade de comunicação com os espíritos desencarnados.
b)     Crença da reencarnação.
c)     Crença de que ninguém pode impedir o homem de sofrer as conseqüências dos seus atos.
d)     Crença na pluralidade dos mundos habitados.
e)     A caridade é virtude única, aplicada tanto aos vivos como aos mortos.
f)      Deus, embora exista, é um ser impessoal, habitante de um mundo longínquo.
g)     Jesus foi um médium e reformador judeu, nada mais que isto.
3.      A TEORIA DA REENCARNAÇÃO: Allan Kardec escreveu: "A reencarnação fazia parte dos dogmas judaicos sob o nome de ressurreição... A reencarnação é a volta da alma, ou espírito, à vida corporal, mas em outro corpo novamente formado para ele que nada tem de comum com o antigo" (O Evangelho segundo o Espiritismo, págs. 24 e 25).
3.1.  A Bíblia nega a Reencarnação: Segundo a maioria dos dicionários, "reencarnação" é o ato ou efeito de reencarnar, a pluralidade de existências com um só espírito; enquanto que a palavra "ressurreição" no grego é "anástasis" e "égersis", ou seja: levantar, erguer, surgir, sair de um local ou de uma situação para outra. Biblicamente, "ressurreição" é o mesmo que ressurgir dos mortos.
3.2.  Ressurreição na Bíblia: Na Bíblia, são mencionados oito casos de ressurreição, sendo sete de restauração da vida, isto é, ressurreição para tornar a morrer, e um de ressurreição no sentido pleno - o de Jesus. Os sete casos de restauração da vida, por ordem, são: a) o filho da viúva de Serepta (I Rs. 17.19-22); b) o filho da sunamita (II Rs. 4.32-35); c) o defunto que foi lançado na cova de Eliseu (II Rs. 13.21); d) a filha de Jairo (Marcos 5.21-23,35-43); e) o filho da viúva de Naim (Lucas 7.11-17); f) Lázaro (João 11.1-46) e g) Dorcas (Atos 9.36-43). O caso de Jesus é diferente, pois Ele nunca mais morreu. Encontra-se em Mateus 28.1-10; Marcos 16.1-8; Lucas 24.1-12; João 20.1-10; e I Coríntios 15.4,20-23. Quanto à ressurreição propriamente dita, escreve Allan Kardec: "A ressurreição implica na volta da vida ao corpo já morto - o que a ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo foram, depois de muito tempo, dispersos e absolvidos". Para refutar esse argumento, vamos citar apenas dois casos de mortos que foram levantados dentre os mortos após quatro e três dias de sepultados respectivamente: Lázaro e Jesus.
3.2.1.     Lázaro: O testemunho de João capítulo 11 é que Lázaro:
a)     estava morto (vers. 14,21,32,37);
b)     estava sepultado há quatro dias (vers. 17,39);
c)     já cheirava mal (vers. 39);
d)     ressuscitou ainda amortalhado (vers. 44);
e)     ressuscitou com o mesmo corpo e com a mesma aparência que possuía antes de morrer (vers. 44).
3.2.2.     Jesus: O testemunho das Escrituras quanto à morte e ressureição de Cristo é que:
a)     Os soldados romanos testemunharam que Ele estava morto (João 19.33);
b)     José de Arimatéia e Nicodemos sepultaram-no (João 19.38-42);
c)     Ele ressuscitou no primeiro dia da semana (Lucas 24.6);
d)     Mesmo após ressuscitado, Ele ainda portava as marcas dos cravos nas mãos, para mostrar que seu corpo, agora vivo e glorificado, era o mesmo no qual sofrera a crucificação. (Lucas 24.39; João 20.27)
3.3.  Uma Teoria Absurda: Procurando dar sentido a esse absurdo, os tradutores da obra de Allan Kardec, O Evangelho segundo o Espiritismo, usaram a versão bíblica do padre Antonio Pereira de Figueiredo como texto base de sua tradução, grifando o versículo 3 do citado capítulo de João: "Na verdade te digo que não pode ver o reino de Deus senão aquele que renascer de novo" (o grifo é nosso), quando o versículo naquela versão é escrito da seguinte forma: "Na verdade, na verdade, te digo, que não pode ver o reino de Deus, senão aquele que nascer de novo" (o grifo é nosso).
4.      JOÃO BATISTA ERA ELIAS REENCARNADO? Dirigindo-se a Jesus, perguntaram-lhe os seus discípulos: - "Por que dizem, pois, os escribas ser necessário que Elias venha primeiro? Então Jesus respondeu: - De fato Elias já veio, e não o reconheceram, antes fizeram com ele tudo quanto quiseram... Então os discípulos entenderam que lhes falara a respeito de João Batista" (Mateus 17.10- 13). Acerca de João Batista, disse mais Jesus: "E, se o quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir" (Mateus 11.14)
4.1.  Opinião Espiritista: Allan Kardec escreveu: "A noção de que João Batista era Elias e de que os profetas podiam reviver na terra, depara-se em muitos passos dos Evangelhos, especialmente nos acima citados. Se tal crença fosse um erro, Jesus não a deixaria de combater, como fez com muitas outras, mas, longe disso, a sancionou com sua autoridade... "É ele mesmo o Elias que havia de vir". Aí não há nem figuras nem alegorias; é uma afirmação positiva" (O Evangelho segundo o Espiritismo, págs. 25,27).
4.2.  Objeção Bíblica: A Bíblia mesma dá resposta às suas indagações. À pergunta: - João Batista era Elias reencarnado? Ele mesmo responde a esta indagação, dizendo: - "Não sou" (João 1.21). Sobre João Batista, diz Lucas 1.17: "E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto". Isto não quer dizer que João fosse Elias, mas que no seu ministério haveria peculiaridades do ministério de Elias. De fato, a Bíblia não trata de nenhum outro caso de dois homens, cujos ministérios tenham tanta semelhança, como João Batista e Elias.
4.3.  Pontos a considerar: Dentre as muitas razões pelas quais cremos que João Batista não era Elias reencarnado, citamos as seguintes:
a)     Os judeus criam que João Batista fosse Elias ressuscitado, não reencarnado (Lucas 9.7,8);
b)     Se reencarnação é o ato ou efeito de reencarnar, pluralidade de existências com um só espírito, é evidente que um vivo não pode ser reencarnação de alguém que nunca morreu. Fica claro assim que João Batista não era Elias, já que este não morreu, pois foi arrebatado vivo ao céu (II Reis 2.11);
c)     Se João Batista fosse Elias, quem primeiro teria conhecimento disso teria sido ele mesmo e não os judeus ou os espíritas. Àqueles que lhe perguntaram se era Elias, ele disse que não era. (João 1.21);
d)     Se João Batista fosse Elias reencarnado, no momento da transfiguração de Cristo teriam aparecido Moisés e João Batista, e não Moisés e Elias (Mateus 17.13);

5.      A INVOCAÇÃO DE MORTOS: Reencarnação e Invocação de mortos são as duas principais estacas de sustentação de toda a fraude espírita.
5.1.  O que a Bíblia diz: Em Deteuronômio 18.9-14 diz:"Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor, e por estas abominações o Senhor teu Deus as lança fora diante d'Ele. Perfeito serás, como o Senhor teu Deus. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o Senhor teu Deus não permitiu tal coisa". Em relação a essa palavra, no seu livro O Céu e o Inferno, aduz Allan Kardec: "...Moisés devia pois, por política, inspirar nos hebreus aversão a todos os costumes que pudessem ter semelhança e pontos de contato com o inimigo".
5.2.  Deus condena a Invocação de Mortos: Alegar que Moisés se opunha aos costumes pagãos dos cananeus, por razões simplesmente políticas, como afirma Allan Kardec, atesta a completa ignorância do espiritismo quanto às Escrituras Sagradas. A proibição divina de se consultar os mortos não prova que havia comunicação com os mortos. Prova apenas que havia a consulta aos mortos, o que não significa comunicação real com eles. Era apenas uma tentativa de comunicação. "Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre dentes; - não recorrerá um povo ao seu Deus? a favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos? À Lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva" (Isaías 8.19,20).
5.3.  O Estado dos Mortos: O testemunho geral das Escrituras é que os mortos, devido ao estado em que se encontram, não têm parte em nada do que se faz e do que acontece na Terra. Consulte os seguintes textos: Eclesiastes 9.5,6; Salmo 88.10-12; Isaías 38.18,19; Jó 7.9,10. Os citados textos mostram, sim, que o homem após a morte, na sepultura, jamais poderá voltar à vida de outrora, e que na sepultura nada poderá fazer por si mesmo e muito menos pelos vivos que ainda estão na Terra.
6.      SAUL E A MÉDIUM DE EN-DOR: (Antes de prosseguir, leia a Bíblia no capítulo 28 de I Samuel. Leia todo esse capítulo e em seguida volte à leitura desse estudo). É ou não possível comunicar-se com os espíritos de pessoas falecidas? Foi ou não Samuel quem apareceu na sessão espírita de En-Dor? A assembléia judaica sepre acreditou que Samuel realmente apareceu naquela ocasião. Já Tertuliano, Jerônimo, Lutero e Calvino acreditavam que um demônio apareceu em forma de pessoa, personificando Samuel.
6.1.  Análise do Caso: Dentre as muitas provas contra a opinião de que Samuel apareceu naquela ocasião, destacam-se:
a)     Nem a médium nem o seu espírito de mediunidade exerciam qualquer poder sobre a pessoa de Samuel. Só Deus exercia esse poder; pelo que não permitiria que seu fiel servo viesse a tornar parte duma prática que o próprio Deus condenou (Deuteronômio 18.9-14);
b)     Após informar a Saul que Deus o tinha rejeitado, Samuel nunca mais disse coisa alguma a esse rei;
c)     Se fosse Samuel que tivesse aparecido na ocasião, ele não teria mentido, dizendo que Saul pertubara seu descanso, se Deus e não Saul, lhe tivesse ordenado; nem dizendo que Saul e seus filhos estariam com ele no dia seguinte (vers. 15,16);
d)     Saul mesmo disse que Deus já não lhe respondia nem pelo ministério dos profetas e nem por sonhos (Deuteronômio 18.9-14);
e)     Se Deus aprovasse tal coisa, não teria afirmado que Saul deveria morrer por causa da consulta feita à médium (I Crônicas 10.13);
f)      f) Saul mesmo não viu Samuel. De acordo com a descrição da médium, foi ele mesmo que supôs que a personagem descrita era Samuel;
g)     Quanto à profecia dada pela médium, ela tomou conhecimento da profecia feita antes por Samuel (I Samuel 15.16,18), que vinha perseguindo Saul (I Samuel 16.2; 20.31), pelo que lhe disse o que ele esperava ouvir;
h)     A parte final do vaticínio da médium não foi verdadeira em seu cumprimento, pois, nem Saul morreu no dia seguinte, nem morreram nesse dia todos os seus filhos.
7.      PODEM OS MORTOS AJUDAR OS VIVOS? Leia a história do rico e de Lázaro, contada por Jesus em Lucas 16.19-31. Precisamente os versículos 22 e 23, dizem: "E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado. E no Hades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio".
7.1.  Algumas Conclusões desta Passagem:
a)     A vida no porvir será uma conseqüência natural da vida que se viveu aqui na terra: Lázaro, que era piedoso e temente a Deus aqui, ao morrer foi levado para o Paraíso, enquanto que o homem rico, vaidoso e indiferente às necessidades dos outros, morreu e foi levado para o Inferno de trevas e sofrimento;
b)     Os lugares onde serão lançados os perdidos será um lugar de sofrimento eterno, e não um lugar de purificação e aperfeiçoamento dos espíritos;
c)     Se ao homem aqui, vivendo ímpia e perversamente, abre-se-lhe uma porta de escape após a morte, como admite o espiritismo, o Evangelho de Cristo deixa de ser o que é, enquanto que o Sacrifício de Cristo torna-se a coisa mais absurda sobre a qual já se teve notícia;
d)     Se um falecido pudesse, de alguma forma, ajudar os seus entes queridos vivos, o rico não teria rogado a Abraão que enviasse Lázaro ou um dos mortos à casa dos seus irmãos, a fim de advertí-los do perigo de cair no Inferno; ele mesmo teria feito isto.
8.      VOCABULÁRIO ESPIRITISTA: Na relação a seguir, vamos dar o significado de cada palavra, de acordo com a interpretação dada pelo próprio espiritismo. Do grande universo de termos usados pelo espiritismo, destacam-se:
a)     Clarividência ou Clariaudiência: Fenômenos segundo os quais uma pessoa pode sentir, observar e ver os espíritos que a rodeiam, servindo de elo de ligação e comunicação entre o mundo visível e o invisível.
b)     Criptestesia: Fenômeno da sensação do oculto, ou seja, o conhecimento dum fato transmitido por um morto, sem conhecimento de nenhum vivo.
c)     Idioplastia: Alteração do corpo físico em virtude do pensamento.
d)     Levitação: Força psíquica gerada por uma ou mais mentes na imposição de mãos, onde um objeto ou uma pessoa se pode elevar do solo. É muito praticada na parapsicologia.
e)     Médium: Pessoa a quem se atribui o poder de se comunicar com espíritos de pessoas mortas.
f)      Mediunidade: Fenômeno em que uma pessoa recebe um outro espírito, supostamente duma pessoa falecida, sendo que esse espírito recebido passa a dominar a mente do médium que recebe o controle e o domínio do seu próprio corpo.
g)     Metagnomia: Resolução de problemas matemáticos, obras artísticas que se produzem e línguas desconhecidas que se decifram. (Nada tem a ver com os dons do Espírito Santo.)
h)     Premonição: Sensação, pressentimento do que vai suceder.
i)       Telecinesia: Movimentos de objetos, toque de instrumentos musicais, alterações de balanços sem o toque das mãos.
j)       Telepatia: Comunicação por via sensorial entre duas mentes à distância; transmissão de pensamento.
9.      O ESPIRITISMO E SUAS CRENÇAS
9.1.  Complexo Doutrinário: O conjunto de doutrinas do espiritismo é grande e complexo. Na verdade se constitui num esquema de negação de toda a doutrina bíblica cristã. Veja o que o espiritismo crê acerca dos seguintes temas da doutrina cristã.
9.1.1.     Deus: "Ab-rogamos a idéia de um Deus pessoal" (The Physical Phenomena in Spiritualism Revealed). "Deve-se entender que existem tantos deuses quantas são as mentes que necessitam de um deus para adorar; não apenas um, dois ou três, mas muitos" (The Banner of Light, 03.02.1866).
9.1.2.     Cristo: "Qual o sentido da palavra Cristo? Não é, como se supõe geralmente, o Filho do Criador de todas as coisas? Qualquer ser justo é perfeito é Cristo" (Spiritual Telegraph, nº 37). "Não obstante, parece que todo o testemunho recebido dos espíritos avançados mostra apenas que Cristo era um médium e reformador da Judéia, e que agora é um espírito avançado na sexta esfera" (Palavras do Dr. Weisse, citado por Hanson, em Demonology or Spiritualism). "Cristo foi um homem bom, mas não poderia ter sido divino, exceto no sentido, talvez, em que todos somos divinos" (Mensagem por um "espírito", citado por Raupert em Spiritist Phenomena and Their Interpretation).
9.1.3.     A Expiação: "A doutrina ortodoxa da Expiação é um remanescente dos maiores absurdos dos tempos primitivos, e é imoral desde o âmago... A razão dessa doutrina é que o homem nasce neste mundo como pecador perdido, arruinado, merecedor do Inferno. Que mentira ultrajante!... - Porventura não ferve o sangue de indignação ante tal doutrina? " (Medium and Daybreak).
9.1.4.     A Queda: "Nunca houve qualquer evidência de uma queda do homem" (A. Conan Doyle). "Precisamos rejeitar o conceito de criaturas caídas. Pela queda deve-se entender a descida do espírito à matéria" (The True Light).
9.1.5.     O Inferno: "Posso dizer que o Inferno é eliminado totalmente, como há muito tem sido eliminado do pensamento de todo homem sensato. Essa idéia odiosa, tão blasfema em relação ao Criador, originou-se do exagero de frases orientais, e talvez não tenha tido sua utilidade numa era brutal, quando os homens eram assustados com chamas, como as feras são espantadas pelos viajantes" (A. Conan Doyle, em Outlines of Spiritualism).
9.1.6.     A Igreja: "Passo a passo avançou a Igreja Cristã, e ao fazê-lo, passo a passo a tocha do espiritismo foi retrocedendo, até que quase não se podia mais perceber uma fagulha brilhante em meio às trevas espessas... Por mais de mil e oitocentos anos a chamada Igreja Cristã se tem imposto entre os mortais e os espíritos, barrando toda oportunidade de progresso e desenvolvimento. Atualmente, ela se ergue como completa barreira ao progresso humano, como já fazia há mil e oitocentos anos" (Mind and Matter, 08.05.1880). "Se o cristianismo sobreviver, o espiritismo deve morrer; e se o espiritismo tiver de sobreviver, o cristianismo deve desaparecer. São a antítese um do outro..."(Mind and Matter, junho de 1880).
9.1.7.     A Bíblia: "Asseverar que ela (a Bíblia) é um livro santo e divino, e que Deus inspirou os seus escritores para tornar conhecida a vontade divina, é um grosseiro ultraje e um logro para com o público" (Outlines of Spiritualism). "Gostamos pouco de discutir baseados na Bíblia, porque, além de a conhecermos mal, encontramos nela, misturados com os mais santos e sábios ensinamentos, os mais descabidos e inaceitáveis absurdos"(Carlos Imbassahy, O Espiritismo Analisado).
9.2.  Refutações Bíblicas dessas Afirmações erradas: A Bíblia Sagrada, a Espada do Espírito Santo, lança a doutrina espiritista por terra, e declara em alto e bom som, que:
9.2.1.     Deus:
a)     é um Ser pessoal (João 17.3; Gênesis 6.6; Apocalipse 3.19);
b)     é um Ser único (Deuteronômio 6.4; Isaías 45.5,18; Judas 25).
9.2.2.     Jesus Cristo:
a)     foi superior aos homens (Hebreus 7.26);
b)     é apresentado na Bíblia como profeta, sacerdote e rei, e nunca como médium (Hebreus 7.26,27; Filipenses 2.9-11).
9.2.3.     A Expiação:
a)     foi um ato voluntário de Cristo (Tito 2.14);
b)     é alcançada como conseqüência da fé (Atos 10.43);
c)     é adquirida pelo Sangue de Cristo, segundo a riqueza da sua graça (Efésios 1.7).
9.2.4.     A Queda:
a)     sobreveio como conseqüência da desobediência de Adão (Romanos 5.12,15,19);
b)     decorreu da tentação do Diabo (Gênesis 3.1-5; I Timóteo 2.14).
9.2.5.     O Inferno:
a)     foi preparado para o Diabo e seus anjos (Mateus 25.41);
b)     fica embaixo (Provérbios 15.24; Lucas 10.15);
c)     será a habitação final e eterna dos perversos (Mateus 25.41).
9.2.6.     A Igreja:
a)     foi fundada por Jesus Cristo (Mateus 16.18);
b)      jamais será vencida (Mateus 16.18);
c)     é guardada pelo Senhor (Apocalipse 3.10).
9.2.7.     A Bíblia:
a)     é a Palavra de Deus (II Samuel 22.31; Salmos 12.6; Jeremias 1.12);
b)     foi escrita sob inspiração divina (II Pedro 2.20,21);c) é absolutamente digna de confiança (Salmos 111.7);
c)     é descrita como pura (Salmos 19.8); espiritual (Romanos 7.14); santa, justa e boa (Romanos 7.12); ilimitada (Salmos 119.96); perfeita (Salmos 19.7; Romanos 12.2); não pesada (I João 5.3) e verdadeira (Salmos 119.142).
(Extraído do livro "Seitas e Heresias" de Raimundo F. de Oliveira)
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